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Divaldo Franco fala sobre a Revista Espírita Imprimir E-mail
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A Revista Espírita e a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas na visão de Divaldo Franco.

1 – Qual é a importância da Revista Espírita?

Em face da publicação de O Livro dos Espíritos, em Paris, no dia 18 de abril de 1857, Allan Kardec passou a receber volumosa correspondência. De toda parte, onde chegava a novel doutrina inserta na memorável obra, procediam comentários, interrogações, informações, narrativas de fatos mediúnicos, exigindo demasiadamente do insigne Codificador.

Ademais, as acusações e combates contra o Espiritismo avolumavam-se, necessitando de um órgão portador de esclarecimentos, que pudesse enfrentar a má fé e a pusilanimidade dos adversários do progresso.

Ao mesmo tempo, considerando que as pesquisas prosseguiam, tornava-se necessário continuar divulgando-as como contribuição valiosa para os estudiosos e iniciantes no conhecimento libertador da nova ciência.

A Revista Espírita, por conseqüência, tornou-se o veículo mensal de grande significado para atender a todas essas necessidades. Posteriormente, ao elaborar as demais obras da Codificação, Allan Kardec utilizou-se de muitas informações e contributos publicados na Revista para servir-lhes de fundamentos valiosos.

2 – A Revista Espírita é a primeira publicação espírita em forma de jornal de todos os tempos. Como tem servido de base para a imprensa espírita até os dias de hoje?

Transformando-se em fonte inexaurível de informações e abarcando todo um universo de acontecimentos e de informações, a Revista Espírita é um exemplo para a nossa imprensa, especialmente pela maneira sábia como Allan Kardec a utilizou. Perseguido, hostilizado, combatida a Doutrina Espírita, o Codificador jamais abdicou da ética e do bom tom, para enfrentar os adversários ideológicos e pessoais, perdidos na própria pequenez.

Utilizando-se sempre de linguagem escorreita e fundamentando os seus conceitos na experiência de laboratório, o mestre de Lyon tornou-se exemplo de serenidade, de honradez e nobreza no enfrentamento com os contumazes inimigos da humanidade.

Nunca se permitiu nela publicar quaisquer temas ou questões que não estivessem vinculadas ao Espiritismo, jamais se preocupando com o proselitismo de arrastamento, mas sempre atento ao esclarecimento e à iluminação de consciências dos leitores.

3 – Qual conselho daria aos divulgadores da imprensa espírita?

Confesso reconhecer a pobreza de valores culturais e morais que me caracterizam, para atrever-me a aconselhar os lidadores da imprensa espírita. Nada obstante, sugiro a todo aquele que deseja oferecer contributos valiosos aos labores de divulgação do Espiritismo através da imprensa, que tenham em Allan Kardec na condição de modelo ideal, sendo fiel aos princípios doutrinários e jamais derrapando para as acusações ou as defesas pessoais, os debates inócuos, as publicações perturbadoras, as discussões infrutíferas em torno de temas que mais perturbam os principiantes do que os esclarecem.

4 – Há 150 anos surgiu a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o primeiro centro espírita do mundo. Comente-nos como era o trabalho da época.

A criação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas tornou-se uma necessidade imperiosa, naqueles dias, a fim de facultar o prosseguimento das pesquisas mediúnicas, o debate sensato com os Espíritos da Codificação, o estudo cuidadoso dos postulados revelados, a demonstração da legitimidade dos fenômenos, especialmente para alguns cidadãos interessados na busca da verdade.

Tratava-se de um pequeno grupo de participantes que se reuniam hebdomadariamente, com profundo interesse pelo aprofundamento das questões espíritas sob a presidência de Allan Kardec.

5 – O que tem mudado nos Centros Espíritas desde o seu surgimento?

Em razão do próprio progresso cultural e tecnológico da atualidade, o Centro Espírita mantém um elenco ampliado de atividades, sendo uma escola de estudos da Doutrina, uma oficina de edificação moral, um santuário de amor onde a caridade vige soberana, um núcleo de aglutinação de todos quantos se interessam pelo conhecimento, divulgação e vivência do Espiritismo.

6 – Na época do Codificador surgiram os primeiros núcleos. Hoje falamos de mais de 12 mil centros espíritas, só no Brasil. Como você observa esta expansão no Brasil e no mundo?

Essa expansão está prevista na revelação dos imortais, porquanto, os Espíritos sopram onde querem, e as suas vozes, chamando a atenção das criaturas humanas, logo as conclamam à organização de entidades de estudo, de trabalho e de divulgação dos seus conteúdos insertos na Codificação e nas obras que lhe são subsidiárias.

É de grande importância que se propague a Doutrina Espírita por todos os meios e modos nobres possíveis, a fim de atenuar as tragédias do cotidiano e preparar os seres humanos para as inevitáveis transformações morais e sociais que já se vêm operando no planeta.

Entrevista concedida a Luis Hu Rivas, em 25/10/2010, bulicado na página do CEI

 

 

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