Assuntos Diversos

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Qual deve ser a nossa atitude diante de trabalhadores e dirigentes que fumam ou bebem?

Eis aí uma delicada questão. No Movimento Espírita, em todos esses anos, se folgou tanto com o mal, que até um ditado hipócrita foi criado. Dizem que é melhor a pessoa fumar ou beber sendo espírita do que não sê-lo. Os espíritas de fachada se escondem atrás desse tipo de filosofia de botequim para justificar seus vícios. Se for admitida uma mentalidade de tal natureza, porque não se aceita também o adultério, a separação entre casais, a desonestidade, o  assassínio etc? E, por consequência, a religião de aparências. Todos somos portadores de vícios e imperfeições morais. Nos diálogos que desenvolvemos na intimidade do Centro, esse assunto deve ser discutido de forma sincera entre os trabalhadores. Para quem é espírita, vencer o hábito de fumar ou o costume de beber é uma coisa relativamente fácil. Quem não tiver força moral para vencer isso, deve abster-se do posto diretivo no núcleo de trabalhos e afastar-se das relações com o invisível. Se não se pode com um cigarro, que se fará com a agressão de um Espírito mau?

Qual a opinião do Espiritismo sobre o divórico?

A Doutrina Espírita nos incita à compreensão de nossas responsabilidades como Espíritos imortais em experiências transitórias na carne, que servem para nosso crescimento. Nos ensina, por exemplo, que estamos juntos com essa ou aquela pessoa para acertar determinados débitos, auxiliando-nos mutuamente através da convivência baseada no amor e no respeito mútuo. O casamento, portanto, é um sério compromisso que deve ser cuidado com zelo, na tentativa de viabilizar, nessa experiência, o que provavelmente não foi possível em experiências passadas. A frequência com que os casamentos são desfeitos atualmente é deveras preocupante. São uniões frágeis por conta da imaturidade espiritual dos homens. Entretanto, a Doutrina Espírita, embora encaminhe o homem para encontrar seu equilíbrio dentro de seu lar, não condena o divórcio, pois entende que é uma lei humana necessária, que trata de separar legalmente o que já estava separado de fato. Mas, deve-se tentar por todos os meios preservar o casamento, por conta do conhecimento das Leis Divinas que é trazido aos homens através do Espiritismo.

Qual a diferença entre prova e expiação?

A expiação, como o próprio nome diz, é um cumprimento de pena, é um resgate de débitos passados. Está ligada, geralmente, a existências anteriores. As provas, por sua vez, são situações em que o Espírito será testado em sua capacidade de suportar as dificuldades. Se sair-se bem estará apto a subir mais um degrau na escalada rumo à perfeição. É como numa escola. O aluno assiste às aulas para ser testado com as provas, em determinado tempo, se aprendeu mesmo as lições. Caso se comporte inadequadamente, será punido com reprovação ou mesmo expulsão da escola, sofrendo as consequências de seus atos. É a expiação. Quanto mais evoluído o Espírito, por menos expiação ele passa.

Deve-se forçar as crianças a participarem do estudo do Evangelho no Lar?

Forçar não, mas deve-se ter argumentos convincentes para fazê-las ouvir as instruções, afinal é a base moral que está sendo alicerçada na vida dessas crianças. Se não se convencerem da necessidade, os pais devem utilizar de sua autoridade como o fazem para que elas se instruam nas escolas de formação intelectual. Deixar que as crianças escolham o que fazer é atitude insensata de que os pais poderão se arrepender amargamente mais tarde.

Qual a opinião da Doutrina Espírita sobre a hipnose e a terapia de vidas passadas?

No capítulo V, item 11, de O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec assim instruiu: “Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil. Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves. Em certos casos, poderia humilhar-nos extremamente, ou então exaltar o nosso orgulho e, por isso mesmo, dificultar o exercício do nosso livre arbítrio. De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais”. Na verdade, o esquecimento do passado é uma bênção. Fica fácil entender isso se levarmos em consideração o estágio evolutivo da maioria dos Espíritos deste planeta. A Terra, sendo um local onde ainda predomina o mal, o passado dos que nela habitam não deve ser nada agradável, pois estamos bem mais próximos do ponto de partida do que doponto de chegada, em termos de evolução espiritual. Portanto, a lembrança de suas experiências ruins certamente trará muito mais prejuízos do que benefícios. Além do mais, muitas dessas chamadas “regressões” estão envoltas em muita fantasia, não havendo a certeza absoluta de que a pessoa fez uma regressão real ou não. As terapias baseadas em regressão a vidas passadas nada têm a ver com a Doutrina Espírita, embora sejam divulgadas com muita ênfase nos congressos e encontros espíritas. É bom lembrar que não se deve permitir que seja praticada dentro das Casas Espíritas.

O que acontece com o espírito quando a pessoa entra em coma?

O estado de coma é caracterizado por grave alteração cerebral, com comprometimento das funções neurológicas normais e abolição dos reflexos superficiais e/ou profundos, levando a uma interrupção temporária ou definitiva da capacidade do indivíduo se comunicar com o meio exterior. Se for um Espírito desenvolvido poderá desprender-se do corpo por alguns momentos e mesmo entrever e compreender o que se passa com ele. Mas se for um indivíduo atrelado ao lado material da vida, sem nenhuma noção da dimensão espiritual e de sua condição de Espírito imortal, sofrerá todas as fases do processo, permanecendo preso ao corpo físico. Em alguns casos, o Espírito fica também em estado de torpor, experimentando as mesmas sensações do coma.

Os Espíritos sabem de nossos pensamentos secretos?

Para os Espíritos nada há que seja escondido. O pensamento é a forma de comunicação no plano invisível. Quando se emite um pensamento, ele impregna o ambiente e, logicamente, os que estão na dimensão espiritual o captam com facilidade. Quanto a conhecer na intimidade o que vai na alma de cada um, depende do estado mais ou menos lúcido do desencarnado em questão e ainda de suas condições morais. Como regra geral, pode-se afirmar que uma natureza má simpatiza com outra natureza má que lhe conhece a intimidade. Assim também é com os bons Espíritos. Os Espíritos sofredores podem estar passando por um período de perturbação (mais ou menos longo, conforme o caso) e não se encontrarem em condições de sondar a intimidade daqueles com quem tinham relações. Porém, não deixam de sofrer as influências vibratórias das coisas boas ou ruins que forem feitas por essas pessoas.

Temos um anjo da guarda?

O anjo de guarda é um Espírito protetor de uma ordem elevada que Deus, por sua imensa bondade, coloca ao nosso lado, para nos proteger, nos aconselhar e nos sustentar nas lutas da vida. Cumprem uma missão que pode ser prazerosa para uns e penosa para outros, quando seus protegidos não ouvem seus conselhos.
Quando desencarnamos, ele também nos ampara e, frequentemente, o reconhecemos pois, na verdade, o conhecemos antes de mergulhar na carne. Claro que tudo depende da condição evolutiva da pessoa em questão. O anjo da guarda poderá também nos guiar em outras experiências, por muito tempo.

O que é aura?

Aura é um termo utilizado no meio Espírita, originado do esoterismo, e se refere à atmosfera fluídica criada em torno da pessoa pelas emanações energéticas do seu corpo espiritual. Allan Kardec não deu atenção a isso na Codificação, por se tratar de assunto de pouca importância para a compreensão da ciência dos fluidos. A aura nada mais é do que um efeito causado pela irradiação íntima do Espírito.