Abençoa

Abençoa
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Jesus lhe diz: Não te digo que até sete, mas até setenta [vezes] sete.

Mateus 18:22

Deixa que a bênção de Deus te ilumine o coração para que saibas abençoar.
Ninguém prescinde do amor para viver.

Observa os que marcham, desdenhosos, ignorando-te a presença, habituados à convicção de que o ouro pode comprar a felicidade.
Abençoa-os e passa.
Ninguém conhece o rochedo em que o barco da ilusão lhes infligirá o derradeiro travo de angústia.

Vês, inquieto, os que se desmandam no poder.
Abençoa-os e passa.
Muitos deles simplesmente arrastam as paixões que os arrastarão para o gelo do ostracismo ou para a cinza do esquecimento.

Contemplas, espantado, os que são portadores de títulos preciosos, a te exigirem considerações e tributos especiais.
Abençoa-os e passa.
O tempo cobrar-lhes-á aflitivo imposto da alma pelas distinções que lhes conferiu.

Ouves, triste, os que injuriam e amaldiçoam.
Abençoa-os e passa.
São eles tão infelizes que ainda não podem assinalar as próprias fraquezas.

Fitas, admirado, os que fazem tábua rasa dos mais altos deveres para desfrutarem prazeres loucos, enquanto a vitalidade lhes robustece o corpo jovem.
Abençoa-os e passa.
Amanhã, surgirão acordados, em mais elevado nível de entendimento.

Se alguém te fere, abençoa.
E se esse mesmo alguém volta a ferir-te, abençoa outra vez.
Não te prevaleças da crueldade para mostrar a justiça, porque a justiça integral é de Deus e todos viverão para conhecê-la.

Se teu filho é rebelde e insensato, abençoa teu filho, porque teu filho viverá.

Se teus pais são irresponsáveis e desumanos, abençoa teus pais, porque teus pais viverão.

Se o companheiro aparece ingrato e desleal, abençoa teu companheiro, porque continuará ele vinculado à existência.

Se há quem te calunia ou persegue, abençoa os que perseguem e caluniam, porque todos eles viverão.

Humilhado, batido, esquecido ou insultado, abençoa sempre.

Basta a vida para retificar os erros da consciência.

Inquirido, certa vez, pelo Apóstolo quanto ao comportamento que lhe cabia perante a ofensa, afirmou Jesus:
— “Perdoarás não sete vezes mas setenta vezes sete.”

Com isso o Divino Mestre desejava dizer que ninguém precisa vingar-se, porque o autor de qualquer crueldade tê-la-á como fogo nas próprias mãos.

Título: Abençoa

Autor: Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier

Livro: O Evangelho por Emmanuel: Comentários ao Evangelho segundo Mateus

Categories: Chico Xavier