Evocações Gratulatórias

Evocações  Gratulatórias
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Queridas irmãs, queridos irmãos,

Suplico a Jesus as Suas bênçãos para todos nós.

Muito difícil descrever emoções, especialmente aquelas que nos dominam após o despertamento além do vaso carnal, ao constatarmos a imortalidade em triunfo.

Coroamento da crença enraizada na mente e no coração, o reencontro com os seres queridos que nos precederam na formosa viagem de retorno ao Grande Lar, é de indefinível descrição.

Tudo quanto imaginávamos antes do processo desencarnatório é insignificante ante a grandeza da vida triunfante.

Poderíamos comparar o despertar no Além-túmulo como o sair de modesta aldeia tribal e despertar numa região ditosa onde uma megalópole feita de luz, cor e som viceja a contemplação de Deus.

De imediato exulta o coração e a mente desencadeia lembranças, impondo-nos lamentar  não havermos feito o máximo que nos credenciaria a fruir da plenitude do que encontramos.

Vale, portanto, todo o empenho na construção do Bem interior, na pacificação dos sentimentos, porque cada qual desperta do letargo corporal com os títulos de enobrecimento ou de queda que foram acumulados durante a trajetória material.

Reconheço o pouco que pude armazenar. Assim mesmo agradeço a Deus por haver travado contato com o Espiritismo que me facultou melhor adaptação ao plano perene da vida, mantendo o coração pacificado e vivo de esperança e a mente devotada ao Bem, cantando hinos intérminos de gratidão.

Anoto muitas saudades das horas de trabalho e de consciência, dos sonhos que cultivamos juntos pensando no Senhor da Vida e nos filhos do Seu calvário que Ele nos legou.

Estremeço ante os pequenos delitos que poderia ter evitado e não o fiz, mas, exulto de contentamento pelas renúncias, insignificantes é certo, mas significativas para entesourar a paz no coração.

Volto, mais uma vez, para abraçar os irmãos na fé renovada e pedir que não se permitam sofrimentos desnecessários, filhos da ingratidão, do desequilíbrio, da loucura dos corações ainda em aturdimento emocional.

Continuemos lutando juntos nesse intercâmbio extraordinário em que os nossos pensamentos fundem-se no ideal de servir e de amar Jesus.

Nossa Casa pode ser comparada a um farol aceso na penedia à orla do mar tempestuoso, facultando aos navegadores evitar os choques com os arrecifes ou com os imensos depósitos de areia impeditivos no transporte para atingir o porto de segurança.

Também é o abrigo seguro onde nós, os sofredores do Além, encontramos repouso, esperança e orientação para a conquista dos lauréis dA Misericórdia Divina.

Que o mal dominador na convivência social, ainda remanescente da inferioridade do nosso planeta, não nos constitua impedimento para o avanço ou nos desoriente no rumo que abraçamos.

Comovido, agradeço as evocações carinhosas com que me envolvem a memória e peço perdão por alguma decepção que haja causado, embora não intencional.

Sustentemo-nos uns aos outros, nesta formosa travessia do processo evolutivo, e o Senhor, que nos aguarda paciente e misericordioso, completará aquilo que não nos seja possível conseguir.

Queridas irmãs, queridos irmãos, cantemos juntos o hino da imortalidade, agradecendo a honra imerecida de nos encontrarmos na luta redentora, embora a condição de trabalhadores da última hora.

Com especial carinho e imensa gratidão, o abraço afetuoso do amigo, do irmão e do servidor,

Nilson de Souza Pereira*

(Página psicofônica, recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 01 de outubro de 2014, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA).

*Nilson de Souza Pereira - carinhosamente chamado de Tio Nilson – (Salvador- 26 de outubro de 1924 – 21 de novembro de 2013) – Junto com o seu amigo e “irmão” Divaldo Franco fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção e a obra social Mansão do Caminho, que presidiu durante muitos anos. Ambos se conheceram na juventude, quando, na época da Marinha, Nilson frequentou aulas de português ministradas por Divaldo Franco.

Tio Nilson desempenhou as atividades de bancário, telegrafista do Ministério da Marinha e funcionário da Empresa de Correios e Telégrafos, conciliando as atividades profissionais com a assistência aos necessitados. Após a aposentadoria, dedicou-se inteiramente ao próximo, nas tarefas diárias da Mansão do Caminho e nas viagens de iluminação doutrinária, quando acompanhava o irmão de ideal.

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