Sobre a pílula do dia seguinte

image_pdfimage_print

A PÍLULA DO DIA SEGUINTE É MAIS UM MÉTODO ABORTIVO

Segundo o médium Chico Xavier, “a pílula anticoncepcional é um recurso que nos foi  concedido na Terra pela Divina Providência para que a delinqüência do aborto seja sustada, uma vez que a criatura humana, por necessidade de revitalização de suas próprias forças orgânicas, naturalmente precisará do relacionamento sexual, entre os parceiros que estão compromissados no assunto, mas usarão esse agente anticoncepcional para que o crime do aborto seja devidamente evitado em qualquer parte do mundo”.

Já a pílula “do dia seguinte” é abortiva, pois, segundo a Doutrina Espírita, desde a concepção o espírito que vai reencarnar une-se ao embrião do futuro corpo por um laço fluídico, extensão do seu perispírito. Este laço vai se apertando até o instante em que a criança vê a luz.

Assim, do ponto de vista da Espiritualidade, o crime do aborto se configura pelo fato da pílula “do dia seguinte” expulsar do útero da mãe o embrião já ligado à alma, impedindo o espírito reencarnante de vivenciar, na Terra, as provas necessárias ao seu progresso espiritual.

Vale esclarecer que a existência de um princípio espiritual ligado ao corpo desde o momento da concepção já não é mero artigo de fé, e sim evidência científica comprovada através do método da observação.

Relatos de pessoas em estado de hipnose ou em lembranças espontâneas da época em que o feto ainda se encontrava no ventre materno, e mesmo de crianças que se lembram de passagens de outras encarnações, revelam uma consciência existente antes da formação do corpo.

Tais evidências vêm sendo estudadas por diversos cientistas, como o Dr. Ian Stevenson, diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos. Agora, só em caso extremo, para salvar a vida da gestante, é que a Doutrina Espírita admite o aborto terapêutico, pelo fato da mãe, continuando viva, poder engravidar de novo do mesmo espírito que teve sua vida interrompida.

Portanto, os Espíritas, defensores do direito inalienável da vida humana, não aprovam o uso da pílula “do dia seguinte”, mesmo em caso de estupro, por ser a vida um dom sagrado concedido por Deus.

Gerson Simões Monteiro, Jornal Extra – Coluna: Em Nome de Deus